TITULO: TRANSMISSÃO DA MALÁRIA EM 12 MUNICÍPIOS LOCALIZADOS NO ENTORNO DE GRANDES USINAS HIDRELÉTRICAS NO ESTADO DO PARÁ

Aluno: SIDNEY DE ASSIS DA SERRA BRAGA

Resumo:

A malária continua sendo um problema de saúde pública na Amazônia, que requer contínua vigilância epidemiológica. A transmissão da malária ocorre pela associação de diversos fatores entre os quais estão os fatores biológicos, ambientais, econômicos, socioculturais e de saúde pública. No Brasil, a transmissão da malária apresenta longa história e sua intensificação ocorreu com o processo de ocupação da Amazônia, que contribuiu para as altas taxas de crescimento demográfico, influenciadas, principalmente, pela construção de novas rodovias, aberturas de projetos de colonização, expansão de áreas de garimpos e de mineração e a construção de usinas hidrelétricas (UHEs). Os grandes projetos hidrelétricos estão associados com alterações ambientais, um dos fatores ligados à transmissão da malária, uma vez que pode causar alteração da ecologia dos vetores, em virtude da formação dos grandes reservatórios de água. Neste estudo foram analisados dados disponibilizados no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde (Sivep/Malária/MS), referentes à notificação de casos de malária, no período de 14 anos (2003 - 2016), indicando o local provável de infecção, nas áreas que compõem o entorno das usinas hidrelétricas de Belo Monte (UHBM) e Tucuruí (UHT). O número de casos da doença e a incidência parasitária anual (IPA) apresentaram ampla variação tanto entre os municípios localizados no entorno da UHBM (Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu) quanto entre os municípios no entorno da UHT (Breu Branco, Goianésia do Pará, Itupiranga, Jacundá, Nova Ipixuna, Novo Repartimento e Tucuruí). Considerando as duas áreas, o valor médio do IPA, no período, foi 51,94 e 31,41 respectivamente. Portanto, as áreas no entorno dessas duas usinas hidrelétricas apresentam-se como de alto e médio risco para a transmissão da malária, respectivamente, sendo que a espécie Plasmodium vivax foi a mais prevalente. Essa análise mostra que ainda há necessidade contínua da vigilância epidemiológica nos municípios do estado do Pará, que compõem as áreas localizadas no entorno das duas maiores usinas hidrelétricas, em Belo Monte e Tucuruí.
Palavras-chave: Malária. Epidemiologia. Usinas Hidrelétricas. Estado do Pará.

 

Banca Examinadora:

 

Profa. Dra.  MARINETE MARIS PÓVOA

Prof. Dr. FRANCISCO ACÁCIO ALVES

Profa. Dra. GISELLE MARIA RACHID VIANA

Profa. Dra.  MARIA FÂNI DOLABELA  (Suplente)

 

LOCAL: Auditório "joâo Paulo Mendes"- ICB/UFPA

DATA: 07/03/2019

HORA: 14:00H